
>>>>"Agora, sim!Vamos morrer, reunidos,
Tamarindo de minha desventura,
Tu, com o envelhecimento da nervura,
Eu, com o envelhecimento dos tecidos!
Ah!Esta noite é a noite dos Vencidos!
E a podridão, meu velho!E essa futura
Ultrafatalidade de ossatura,
A que nos acharemos reduzidos!"<<<<
Saudações Almas Sombrias!Como estão?Eu tô levando,minha vida não mudou em nada e não estou vendo muito sentido em despejar minhas lamúrias novamente para vocês.Mas quero muito contar um fato que me irritou muito essa semana:Eu faço curso pro PISM todo dia,duas horas.Aí na quinta feira eu tenho literatura e é a aula que mais amo.Eu sempre sento na segunda carteira,pq tenho trauma de primeira e nunk ninguém senta nelas.Só quando não tem mais jeito mesmo.Mas tem um minino que eu odeio (odeio tanto que só a voz dele me incomoda a tal ponto deu ter q contar até 10 pra não mandar ele calar a boca).Metidinho a CDF,"Bêbado incompreendido" é o tipinho de pessoa que não deveria abrir a boca.Qualquer assunto é suficiente pra uma frase nojenta do tipo "Bebe que melhora","pinga é a melhor coisa","Toma uma branca com limão" entre outras tão deploráveis que prefiro nem falar.Aí nessa quinta eu tava muito desanimada e eu não costumo fikar assim nas quintas.Até a fessora percebeu,perguntou,eu falei que não era nada e talz.Ai quando acabou a aula ele teve a coragem de chegar pra mim e dizer:"Vc tava preucupada hj neh?" aí eu respondi que tava e ele teve a coragem de dizer:"Reparei.A sua aura tava toda em movimento,embassada e vermelha.Tava até atrapalhando eu ver a aula...Mas bebe uma branca que melhora..."Isso foi o suficiente pra mim mandar-lhe um sermão de 10 minutos usando expressões como:"Vc parece criança quando começa a beber.","Toma jeito na vida","Em vez de tomar pinga,toma juíso" entre outras bem piores.E desse dia em diante peguei ódio de todas as pessoas ridículas que tem esses comentários desnecessários...Aff... o.O'
Ah,duas notícias para o blog:
A primeira é que como veêm,consegui arrumar meu photoshop e agora terei lays decentes que serão mudados de 15 em 15 dias.Ou quando me der na telha...Hehehehe
A segunda é que o fórum foi oficialmente fechado.Ninguém nem leu o que eu escrevi e eu não vou mais me ocupar em fazer posts gigantes,cheios de conteúdo.Se vcs quiserem,vaum ter que aturar o blog do jeito que sempre foi.Se não,tem um xis vermelho ali no canto que serve pra isso mesmo.
Vou colocar aqui uma crônica da minha querida professora de Redação do Aplicação a Clara...Se um dia ela ler esse post,que ela saiba que eu a admiro muito e desejo-lhe toda a felicidade do mundo!
Auroras flamejantes
Quando olhei pela janela e vi a escuridão abrandar-se, senti que a vida ia embora por meus dedos líquidos e que eu nada mais poderia fazer. Olhei o corpo jogado ao meu lado e me perguntei como fora parar ali. Eu nem mesmo sabia onde estava, tudo revirado, com um odor de parafina barata. Os móveis surrados lembravam qualquer coisa suja e antiga, algo tocado por tantas peles que não se reconheciam. Tateei na penumbra em busca de um último cigarro, ainda devia restar um. Nessa incursão às cegas, encontrei uma chave de fenda e senti o tato pegajoso, uma geléia em processo de consistência. Soltei o instrumento sem me preocupar com seu destino ou origem. Eu queria um cigarro. Ainda havia um, devia haver. O corpo inerte a meu lado escondia a face sob o cabelo volumoso, de encontro ao travesseiro murcho. Não me lembrava do seu semblante e receei procurar vê-lo. Não queria incomodar, nem ser incomodado. Na verdade eu queria ir logo para casa.
Achei o cigarro. Amassado, fétido, entre as roupas jogadas ao chão. O isqueiro no bolso da calça, como sempre. Isso, ao menos isso, lembrava alguma ordem. Minha cabeça doía tanto... mais um pouco de conhaque ajudaria. Onde estava a garrafa? Ao pé da cama encontrei os estilhaços e, claro, nem uma gota. Tudo bem, logo iria embora. As luzes do dia começavam a me preocupar. Eu devia lembrar onde estava, com quem estava. Recapitular a noite anterior foi o que me pareceu mais prudente. As cenas surgiram com luzes, vozes e fumaça. Preciso mesmo parar de fumar, disso eu me lembro. Abri a janela e vi várias portinhas azuis em um corredor que dava volta num pequeno pátio mal cuidado, com capim crescido e queimado de sol. Sem dúvida eu estava num motel. Mas qual? Esse eu não conhecia. Resolvi tomar um banho e buscar a lucidez.
O chuveiro não era separado do sanitário, a água caía na privada sem tampa e o chão... bom, não fiz muita questão de olhar, só de relance percebi a aspereza de um piso de cimento batido. Deixei a água morna se derramar preguiçosa pelos buracos escassos do chuveiro. Outra amnésia. Melhor parar de beber também. Minha memória se perdia cada vez mais no curto espaço de um porre ao outro. É claro que minha mulher não achava graça nisso. Precisava ir logo pra casa. Enrolei-me na toalha gasta, mas limpa e com três ou quatro passos eu estava quase no meio do quarto. A luz do dia entrava agora sem cerimônia e ele ali, na mesma posição. Eu deveria ir sem dizer nada. Não fizera isso tantas outras vezes? Mas eu sempre sabia com quem estava.
Vesti minha roupa encharcada de cigarro, bebida, sexo, suor e nem sei o que mais. Se pudesse, iria embora usando só a toalha. Colocar uma muda de roupa limpa no carro era uma boa idéia. Resolvi então procurar o rosto que jazia naquela cama inóspita e tão cansada de outros corpos. Cheguei perto e removi o lençol. Ele estava com os olhos abertos e os lábios roxos. Um rosto tão bonito, ainda mais belo assim, com o beijo fatal de uma noite de prazer. Onde foi mesmo que o conheci? Não me lembrava e também já não importava mais. Ajeitei o lençol com um sorriso de despedida e saí discretamente para o carro. É, sobrara um pouco de gasolina. Apressei-me em levá-la ao quarto e logo espalhei o líquido sobre a cama. Peguei a chave de fenda de volta, lavei o sangue que nela já estava grudado e acendi o isqueiro, jogando-o sobre os lençóis vagabundos daquele quarto repugnante.
As chamas subiram excitadas e se espalharam pelos móveis agonizantes. Os estalos da madeira soavam em agradecimento pelo descanso. Tantos anos de cumplicidade e luxúria com incontáveis casais a praticar um frenesi de volúpias e juras mentirosas. Sim, o merecido fim. E ele, um belo rapaz, sem dúvida, também descansaria. Disse-lhe algumas palavras de despedida e saí, trancando a janela e a porta. Ao longo do corredor, ainda pude ouvir alguns gemidos escapando daquelas paredes encardidas.
~*~
Espero que hj alguém leia o post...
Beijinhos para:
Phelipe:Mon Amour,Te Amu MuitoOoOoO!!!
Desdemona:Prima,Amo-te!Graças a vc tenho Photoshop!Ê!Bigadu!
Inocente Sagrada:Muito Obrigada pelas constantes visitas...Amo-te!
E pra quem passar aki,Beijos Mórbidos!
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